O lucro líquido da Vivo subiu 120% em 2009, na comparação com o ano anterior, totalizando 857,5 milhões de reais. No quarto trimestre de 2009, a empresa lucrou 221,6 milhões de reais, resultado considerável estável em relação ao mesmo período de 2008, mas abaixo dos 340 milhões de reais verificados no terceiro trimestre de 2009. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no quarto trimestre de 2009 atingiu 1,4 bilhão de reais - aumento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2008.
A receita líquida de serviços da companhia atingiu 3,9 bilhões de reais no trimestre, avanço de 3,4% em comparação ao três últimos meses de 2008. No acumulado do ano, o avanço foi de 5,9% em relação a 2008. Um dos destaques foi o avanço da receita de dados e de serviços de valor agregado, que cresceu 64,8% em relação ao quarto trimestre de 2008 e 22,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Essa receita representou 16% da receita líquida de serviços total da Vivo no quarto trimestre. "Há quatro anos, essa participação era de 4%", compara o presidente da operadora, Roberto Lima. "A receita de dados foi a grande propulsora do crescimento da receita da Vivo", diz vice-presidente executiva de finanças, planejamento e controle da operadora, Cristiane Barretto.
O desempenho foi motivado pelo avanço no número de usuários do serviço de internet da operadora, tanto por meio de vendas de aparelhos com planos de dados atrelados quando de modems 3G. Segundo Lima, a Vivo tem aproximadamente 3 milhões de clientes com smartphones e modems. Cristiane afirma que, seguindo a tendência verificada no terceiro trimestre de 2009, a receita obtida com serviços de internet manteve tendência de crescimento. "Pela primeira vez, a participação da receita de internet na receita total de dados ultrapassou a receita de SMS e MMS. Internet representa 48,5% e mensagens de texto e multimídia 45%", informa.
A operadora encerrou o ano com 51,7 milhões de clientes, crescimento de 15,1% em relação a 2008. No acumulado do ano, a operadora investiu 2,3 bilhões de reais, destinados a aumento de cobertura de redes 2G e 3G, ampliação de capacidade em regiões onde há demanda e recursos investidos em TI, para aumentar capacidade de sistemas, tanto de hardware quanto de software. O montante investido é inferior ao verificado em 2008, quando a operadora adquiriu licenças de terceira geração e deu início à cobertura do Nordeste. Para 2010, a companhia estima investir cerca de 2,5 bilhões de reais.